Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
QUERO APROVEITAR 🤙Operação Resgate de Metas: 63% OFF no 12Min Premium!
Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!
Este microbook é uma resenha crítica da obra:
Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.
ISBN:
Editora: 12min
Imagine um vizinho que mora do outro lado da rua há mais de sessenta anos. Vocês brigaram feio no passado, pararam de se falar, e agora ele está no escuro, sem luz, sem comida na geladeira, e você tem a chave do gerador. É mais ou menos isso que está acontecendo entre Estados Unidos e Cuba neste momento. Só que essa história envolve petróleo, política, uma revolução, um embargo de seis décadas, e um presidente americano que disse, sem rodeios, que quer "tomar" a ilha.
Cuba nem sempre foi inimiga dos Estados Unidos. Na verdade, durante boa parte do século vinte, a ilha foi quase um quintal americano. Empresas dos Estados Unidos controlavam bancos, transportes, comunicações e boa parte da produção de açúcar cubana. Havana era um destino de férias para americanos ricos. Cassinos, charutos, música... tudo girava em torno dessa relação próxima, ainda que desigual.
Isso mudou em mil novecentos e cinquenta e nove, quando Fidel Castro e seus guerrilheiros desceram da Sierra Maestra e derrubaram a ditadura de Fulgêncio Batista. No começo, Washington até tentou conviver com o novo governo. Mas Castro começou a nacionalizar empresas americanas, confiscar propriedades e redistribuir terras. O governo dos Estados Unidos não gostou. Cortou a importação de açúcar cubano. Cuba respondeu se aproximando da União Soviética. E assim começou uma briga que duraria décadas.
Em mil novecentos e sessenta e um, os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba. Logo depois, apoiaram uma tentativa fracassada de invasão na Baía dos Porcos, com exilados cubanos treinados pela CIA. Em mil novecentos e sessenta e dois, John Kennedy assinou o embargo comercial... um bloqueio econômico total que proibia praticamente qualquer transação entre os dois países. No mesmo ano, a Crise dos Mísseis quase levou o mundo a uma guerra nuclear, quando a União Soviética instalou ogivas nucleares em território cubano.
A solução diplomática veio com um acordo: os soviéticos retiraram os mísseis, os americanos prometeram não invadir Cuba e tiraram seus próprios mísseis da Turquia. Mas o embargo ficou. E ficou. E ficou por mais de sessenta anos.
Durante a Guerra Fria, Cuba sobreviveu graças à União Soviética. Moscou comprava açúcar cubano a preços inflados e vendia petróleo barato. Era uma relação de dependência, mas funcionava. Quando a União Soviética desmoronou no início dos anos noventa, Cuba perdeu seu principal sustentáculo econômico. A ilha mergulhou no que ficou conhecido como "Período Especial"... anos de fome, racionamento e uma economia que encolheu quase quarenta por cento.
Depois veio a Venezuela. Com Hugo Chávez no poder, Caracas assumiu o papel de padroeira. Petróleo venezuelano em troca de médicos e professores cubanos. Esse arranjo manteve a ilha funcionando por quase duas décadas. Mas a Venezuela também entrou em colapso econômico. E o golpe final veio em janeiro de dois mil e vinte e seis, quando os Estados Unidos intervieram militarmente na Venezuela, capturaram Nicolás Maduro e cortaram de vez o fluxo de petróleo para Cuba.
Ao longo dessas seis décadas, houve tentativas de aproximação. Em mil novecentos e setenta e sete, Jimmy Carter afrouxou restrições de viagem. Em dois mil e catorze, Barack Obama e Raúl Castro surpreenderam o mundo ao anunciar o restabelecimento das relações diplomáticas, após dezoito meses de negociações secretas mediadas pelo Vaticano e pelo Canadá. Em dois mil e quinze, embaixadas foram reabertas nos dois países. Em dois mil e dezesseis, Obama visitou Havana... o primeiro presidente americano a pisar na ilha desde mil novecentos e vinte e oito. Voos comerciais foram retomados, restrições de viagem foram afrouxadas, e Cuba foi retirada da lista de países patrocinadores do terrorismo.
Mandy Pruna, um cubano que faz passeios de carro clássico em Havana, lembra daquela época como a melhor fase para o turismo na ilha. Celebridades como Will Smith e Rihanna pagavam para andar em seu Chevrolet vermelho de mil novecentos e cinquenta e sete. Parecia que uma nova era estava começando.
Mas durou pouco. Quando Donald Trump assumiu a presidência em dois mil e dezessete, reverteu boa parte das medidas de Obama. Endureceu sanções, restringiu viagens e recolocou Cuba na lista de patrocinadores do terrorismo. O breve degelo voltou a congelar.
Agora, em março de dois mil e vinte e seis, Cuba vive o que muitos analistas consideram sua pior crise desde a revolução. A ilha não recebe carregamentos de petróleo há mais de três meses. O motivo é uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro, que classifica Cuba como uma "ameaça extraordinária" à segurança dos Estados Unidos e impõe tarifas a qualquer país que venda ou forneça petróleo à ilha.
O efeito foi devastador. Cerca de oitenta por cento da energia de Cuba vem de usinas termelétricas movidas a combustível importado. Sem petróleo, o sistema elétrico virou uma roleta. Apagões de vinte horas por dia se tornaram rotina em várias províncias. Na segunda-feira, dezesseis de março, a rede elétrica nacional colapsou por completo, deixando dez milhões de cubanos no escuro. Foi o terceiro apagão total em quatro meses.
A situação vai além da falta de luz. Companhias aéreas como Air France, American Airlines, Delta e JetBlue cancelaram voos para a ilha por falta de querosene de aviação. O turismo, uma das principais fontes de renda, praticamente desapareceu. Hospitais reduziram serviços e adiaram dezenas de milhares de cirurgias. Caminhões de coleta de lixo ficaram sem combustível, e o lixo se acumula nas ruas de Havana. Empresas privadas que importam alimentos dos Estados Unidos suspenderam operações porque não conseguem manter a refrigeração durante os apagões.
Tomás David Velázquez, um havaneiro de sessenta e um anos, resumiu o sentimento de muitos ao dizer que os cubanos que podem deveriam fazer as malas e ir embora. O pouco de comida que conseguem comprar estraga sem geladeira funcionando.
E o êxodo já é real. Mais de um milhão de cubanos deixaram a ilha desde dois mil e vinte e um... o maior movimento migratório desde a revolução.
É nesse cenário de colapso que surge algo inesperado. No dia treze de março, o presidente Miguel Díaz-Canel apareceu na televisão estatal e confirmou, pela primeira vez, que Cuba está em negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, as conversas buscam soluções por meio do diálogo para as diferenças bilaterais entre as duas nações. O próprio Díaz-Canel está conduzindo as negociações pelo lado cubano, ao lado do ex-presidente Raúl Castro e outros membros do alto escalão do Partido Comunista.
Pelo lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubana e historicamente um dos maiores críticos do regime, é apontado como um dos principais interlocutores. Reportagens do New York Times e do Miami Herald indicam que o governo Trump teria se comunicado com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, presente na reunião em que Díaz-Canel fez o anúncio.
Antes da confirmação oficial, Cuba já havia dado sinais de abertura. No dia doze de março, anunciou a libertação de cinquenta e um prisioneiros, com mediação do Vaticano... que continua exercendo o mesmo papel de ponte que desempenhou na reaproximação de dois mil e catorze.
E no dia dezesseis de março, veio o anúncio mais surpreendente. O ministro do Comércio Exterior, Oscar Pérez-Oliva, declarou em entrevista à NBC que Cuba está aberta a receber investimentos de cubanos residentes no exterior, inclusive nos Estados Unidos. Pela primeira vez desde a revolução, emigrados e seus descendentes poderão adquirir participação em empresas privadas e até abrir instituições financeiras na ilha. A abertura não se limita a pequenos negócios. Segundo o ministro, inclui grandes investimentos, especialmente em infraestrutura, turismo e mineração.
Para colocar em perspectiva... em dois mil e vinte e um, Cuba permitiu que moradores da ilha abrissem pequenas empresas privadas. Até o final de dois mil e vinte e cinco, cerca de dez mil empresas privadas já representavam quinze por cento do PIB cubano e empregavam mais de trinta por cento da população economicamente ativa. As vendas do varejo privado superaram as do setor público pela primeira vez, respondendo por cinquenta e cinco por cento do comércio total. Agora, com a abertura aos emigrados, o governo tenta acessar uma fonte de capital que até então estava proibida.
Mas o tom de Trump não é exatamente o de quem está estendendo a mão para um aperto amigável. Na segunda-feira, dezesseis de março, enquanto Cuba mergulhava no escuro, o presidente americano disse da Casa Branca que teria a "honra de tomar Cuba". E completou... "seja libertando, seja tomando, acho que posso fazer o que quiser com ela".
A retórica oscila entre a cenoura e o porrete. Ora Trump diz que Cuba "deseja muito fechar um acordo", ora sugere que pode haver uma "tomada não tão amigável". O secretário Rubio já declarou que a única coisa que pretende discutir com a liderança comunista é quando eles vão renunciar ao poder. E fontes ouvidas pelo New York Times confirmam que o governo Trump quer ver Díaz-Canel fora do poder como parte de qualquer acordo.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez reagiu dizendo que as negociações não envolvem "de forma alguma os assuntos internos, os marcos constitucionais nem os modelos político, econômico e social dos dois países". Em outras palavras... Cuba aceita conversar sobre economia, mas não sobre mudar seu sistema político.
Esse impasse entre o que Washington exige e o que Havana está disposta a ceder é o nó central dessa história.
Quem defende a pressão americana argumenta que o embargo e o bloqueio de petróleo são a única forma de forçar mudanças reais em Cuba. O regime nunca se reformou por vontade própria, dizem. Sem a muleta da Venezuela, da Rússia ou da China, a elite cubana finalmente é obrigada a encarar a realidade de um modelo econômico que não funciona. Rubio, na Conferência de Segurança de Munique, disse que esse é um regime que sobreviveu quase inteiramente de subsídios... primeiro da União Soviética, depois de Hugo Chávez. Pela primeira vez, não há subsídios vindos de ninguém, e o modelo foi exposto.
Quem critica essa abordagem aponta que o custo humano é enorme e recai sobre a população, não sobre os dirigentes. As Nações Unidas alertam que o bloqueio de combustível ameaça o abastecimento de alimentos, compromete o sistema de água e colapsa hospitais. Especialistas em direitos humanos da ONU classificaram o bloqueio como uma violação grave do direito internacional. E a Assembleia Geral da ONU condena o embargo todos os anos desde mil novecentos e noventa e dois, com votações que chegam a cento e oitenta e sete países a favor e apenas dois contra... Estados Unidos e Israel.
A comparação com a história recente também levanta questionamentos. A reaproximação de Obama trouxe benefícios visíveis: turismo cresceu, pequenos negócios floresceram, cubanos comuns viram sua vida melhorar. Mas a abertura política não avançou no ritmo que Washington esperava. E o governo Trump argumenta que a abordagem suave não funcionou.
O economista Paolo Spadoni, da Universidade de Augusta, classificou as reformas cubanas como pragmáticas e potencialmente impactantes. Segundo ele, podem funcionar como um catalisador para laços econômicos mais profundos entre os dois países, embora obstáculos significativos permaneçam.
William LeoGrande, professor da American University que acompanha Cuba há décadas, traça um cenário mais sombrio. Ele diz que a infraestrutura elétrica de Cuba já passou muito além de sua vida útil e que os técnicos que mantêm o sistema funcionando são verdadeiros mágicos. Se a ilha reduzir drasticamente o consumo e expandir energias renováveis, pode se arrastar por algum tempo. Mas sem petróleo importado, a economia pode colapsar completamente, gerando caos social e migração em massa.
Há quem compare o momento atual com a perestroika soviética dos anos oitenta... quando Gorbachev tentou reformar o sistema por dentro para evitar o colapso. Funcionou por algum tempo, mas acabou acelerando o fim da União Soviética. A pergunta que fica é se Cuba conseguirá fazer uma transição controlada ou se as reformas abrirão comportas que o governo não conseguirá fechar.
A China oferece um contraponto interessante. Deng Xiaoping iniciou reformas econômicas no final dos anos setenta sem abrir mão do controle político. A economia chinesa decolou enquanto o Partido Comunista manteve o poder. Mas a China tinha uma população gigantesca, recursos naturais e interesse estratégico dos Estados Unidos em usá-la como contrapeso à União Soviética. Cuba é uma ilha de dez milhões de habitantes, sem recursos energéticos relevantes e a cento e quarenta quilômetros da Flórida. As condições são radicalmente diferentes.
O Vietnã é outro caso. Abriu a economia nos anos noventa, atraiu investimento estrangeiro e manteve o partido único. Mas levou décadas para isso funcionar, e o processo foi gradual, sem a pressão de um vizinho que ameaça "tomar" o país.
Para Cuba, o caminho mais provável envolve concessões econômicas significativas em troca de alívio nas sanções. A abertura aos investimentos dos exilados já é um passo nessa direção. A libertação de prisioneiros é outro. Mas a questão política... quem governa, como governa, e se o Partido Comunista mantém ou perde o monopólio do poder... continua sendo a linha vermelha.
E tem um fator que pouca gente está discutindo: o petróleo. Ou melhor, a falta dele. Cuba produz menos da metade do combustível que consome. A energia solar já responde por quase metade da geração durante o dia, mas à noite o país depende de termelétricas. Sem petróleo, não há energia à noite. E sem energia, não há economia.
Trump sabe disso. O bloqueio de petróleo é a principal ferramenta de pressão. E Cuba sabe que, sem resolver essa equação, nenhuma reforma econômica vai decolar. Abrir para investimentos dos exilados é importante, mas investidor nenhum vai colocar dinheiro numa economia que funciona meia jornada.
Enquanto isso, a comunidade internacional se divide. O México enviou mais de duas mil toneladas de alimentos como ajuda humanitária. O Vietnã doou duzentas e cinquenta toneladas de arroz. A Rússia prometeu continuar enviando petróleo, apesar das ameaças americanas, mas navios petroleiros foram bloqueados. Um comboio humanitário apoiado pela ativista Greta Thunberg planeja chegar a Havana com medicamentos e equipamentos solares.
Em Miami, reduto dos exilados cubanos, a reação à abertura econômica foi mista. Alguns veem uma oportunidade histórica. Outros dizem que só investirão quando houver mudanças políticas reais. A comunidade cubano-americana, que exerce enorme influência política na Flórida, está dividida entre quem quer ajudar seus parentes na ilha e quem não quer dar oxigênio ao regime que os expulsou.
O que se desenha agora é uma espécie de cabo de guerra entre a necessidade e o orgulho. Cuba precisa desesperadamente de dinheiro, petróleo e investimentos. Os Estados Unidos querem mudança de regime, ou pelo menos reformas profundas o suficiente para justificar uma vitória política. O Vaticano tenta mediar. E dez milhões de cubanos esperam que alguém ligue a luz.
Alguns analistas começam a chamar esse momento de Cuba-stroika... uma referência à perestroika soviética. Outros são mais cautelosos e lembram que o regime cubano já sobreviveu à queda da União Soviética, ao Período Especial, a furacões, pandemias e décadas de embargo. Mas nunca enfrentou tudo isso ao mesmo tempo, sem nenhum aliado disposto a pagar a conta.
A próxima semana pode ser decisiva. O governo cubano prometeu anunciar oficialmente os detalhes da nova política de investimentos. Washington avalia se as mudanças são reais ou apenas cosméticas antes de decidir sobre licenças que permitam investimentos na ilha. E Trump, ocupado com a guerra no Irã, disse que Cuba é a próxima prioridade assim que o conflito no Oriente Médio se resolver.
Se você é investidor ou empreendedor com laços na América Latina, o momento merece atenção. Cuba pode estar no início de uma abertura econômica histórica, mas os riscos são proporcionais às oportunidades. Não há segurança jurídica consolidada, o embargo americano ainda está em vigor, e o desfecho político é incerto. A postura mais sensata é acompanhar de perto, estudar os setores que Cuba está priorizando... turismo, energia renovável, agricultura e infraestrutura... e esperar sinais mais claros antes de comprometer recursos.
Se você é profissional de relações internacionais, geopolítica ou comércio exterior, esse é um caso de estudo em tempo real. A dinâmica entre pressão econômica e concessões políticas, o papel do Vaticano como mediador, e as comparações com a perestroika soviética e a abertura chinesa são temas que vão alimentar debates por anos. Vale a pena documentar e analisar cada movimento.
Se você é cidadão interessado em entender o mundo, essa história ilustra como geografia, história e economia se entrelaçam de formas que afetam milhões de vidas. Cuba fica a cento e quarenta quilômetros da Flórida. O que acontece lá tem impacto direto sobre a imigração para os Estados Unidos, sobre o equilíbrio de poder na América Latina e sobre o futuro de uma geração inteira de cubanos. Acompanhar esse desdobramento é entender como o mundo funciona quando a teoria encontra a realidade.
E se você é cubano, ou tem família em Cuba, esse é provavelmente o momento de maior incerteza e, ao mesmo tempo, de maior possibilidade que a ilha viveu em décadas. As reformas anunciadas podem ser o começo de algo genuíno ou podem ser uma manobra temporária para aliviar a pressão. A história de Cuba ensina que mudanças prometidas nem sempre se materializam. Mas também ensina que, quando a pressão é forte o suficiente, até sistemas que parecem imutáveis encontram maneiras de se adaptar.
Ao se cadastrar, você ganhará um passe livre de 7 dias grátis para aproveitar tudo que o 12min tem a oferecer.
Agora o 12min também produz conteúdos próprios. 12min Originals é a ferram... (Leia mais)
De usuários já transformaram sua forma de se desenvolver
Média de avaliações na AppStore e no Google Play
Dos usuários do 12min melhoraram seu hábito de leitura
Cresca exponencialmente com o acesso a ideias poderosas de mais de 2.500 microbooks de não ficção.
Comece a aproveitar toda a biblioteca que o 12min tem a oferecer.
Não se preocupe, enviaremos um lembrete avisando que sua trial está finalizando.
O período de testes acaba aqui.
Aproveite o acesso ilimitado por 7 dias. Use nosso app e continue investindo em você mesmo por menos de R$14,92 por mês, ou apenas cancele antes do fim dos 7 dias e você não será cobrado.
Inicie seu teste gratuito



Agora você pode! Inicie um teste grátis e tenha acesso ao conhecimento dos maiores best-sellers de não ficção.